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Completei 27 anos no final do mês passado e estou em plena crise dos 30.

Na verdade ela começou desde o ano passado qdo fiz 26 e fiquei mais próxima dos 30, que dos 20.
Eu sou meio peru mesmo, vivo morrendo de véspera. Acho que me dei conta da minha atual situação: Casada, dois filhos, sem emprego fixo…

Tive uma criação típica brasileira classe média baixa. Estudar para ter um emprego fixo, se for funcionária pública então, melhor ainda.   

Mas nunca tive vocação pra bater carimbo.
Eu bem que tentei, sou técnica em administração de empresas. Mas não fiquei mais do que 1 ano em cada estágio. Qdo eu tinha certeza de que não tinha mais nada pra aprender, ir trabalhar se tornava uma tormento.E eu simplesmente ia procurar outro emprego.

O que eu não sabia e o que ninguém havia identificado em mim, é que na verdade eu sou uma empreendedora nata. Sempre tomo a frente, não consigo deixar nada por fazer ou pra outro fazer e principalmente sou fiel aos meus ideais [Momento auto-analise auto-estima alta... ].
E me descobrir empreendedora ás vésperas dos 30 anos me assustou [Como muitas outras coisas que tem acontecido ultimamente, medrosa nata feelings...] .
Estou enfrentando nesses últimos 2 meses,2 dos Top 10 maiores medos internos.

Dentista e Empreendedorismo.

Dentista, por que duas gravidezes em 3 anos, tornaram a minha dentição um queijo suíço. Canais, restaurações e extrações serão necessárias. E talvez Freud explique, mas toda vez que sento naquela cadeira onde eu não tenho controle, aquela luz ofuscante que me cega e aqueles malditas miniaturas de motores, me sinto num filme de terror a lá Sexta-feira 13.
A palavra pra mim que é sinônimo de dentista é TORTURA.
Não é nada pessoal com o dentista em si, muito pelo contrario geralmete eles sao um amor. O problema sou eu. Eu não gosto de ninguém mexendo nas minhas “partes duras” e em nada do meu corpo que tenha muita queratina. me dá no mínimo aflição. Pra se ter uma idéia, fui a manicure 3 vezes na minha vida. 1 no dia do meu casamento, e as outras 2 ás vésperas da internação na maternidade quando eu já nem enxergava mais o meu pé, qto mais alcançá-lo.
Todo mundo tem manias doidas, né? Diz que sim, por favor.
Bom, mas voltando, passo mal, minha pressão cai, tenho arrepios, transpiro, sinto dores em lugares que eu nem sabia que tinha, afff… Isso pra mim sem dúvida é um tipo de provação. É pra eu aprender a enfrentar meus medos com Unhas e Dentes, literalmente .

Tive um sonho no meio do mês de abril, que me deixou alguns dias pensativa e com meu pijama suado[uuuiii..].
Eu tinha que percorrer uma rua que em formato de ‘L’. E não sei por que cargas d’agua, eu estava sozinha e TINHA que passar sozinha.

Já no começo dava pra perceber que depois de alguns passos a rua ficava escura, um breu total. E mesmo assim eu fui.
Enquanto eu percorria a escuridão encontrava algumas pessoas, algumas queriam informação e estavam mais perdidas que eu, outras queriam me derrubar. É, me derrubar no chão mesmo, de bunda no chão.
Mas o que me dava medo mesmo eram as motos que passavam vigiando a rua, sabe Deus porque, toda vez que eu via uma moto chegando eu me escondia atrás de um post. E em contra ponto toda vez que passava um carro, os faróis sempre acesos iluminavam o caminho e eu sabia por onde me guiar.
No final da rua, depois de uma leve subida, voltava tudo ao normal, o dia amanhecia. E eu encontrava não sei quem que tava me esperando e ia pra não sei onde.

Aí acordei com a Marie lambendo meu nariz e pedindo comida.

rsrs
Vou fazer um paralelo.
A profissionalização do meu Blog as dificuldades iniciais e a briga contra o plágio, a Locaware e a dificuldade com o BNDES. Essas tarefas são a minha rua escura e as dificuldades os motoqueiros.

Mas sabe qual é a lição que to tirando disso tudo: que mesmo, formada, casada, com dois filhos e preste a entrar na “idade do sucesso” eu ainda tenho muitos desafios pra superar e sempre vou ter.

Eu nasci pra matar Leão.

O Cruzamento.
São Paulo, esquina da R: Julio Colação com Av. Aricanduva. 18:00. Transito total. Farol Fechado.

Pra fugir do fechamento da via e ainda aproveitar o farol verde, um senhor que aparentava uns 50 e poucos anos, para MUITO rente ao meu carro. E o seu retrovisor acaba encostando no meu.

Abro o vidro do lado do passageiro e pergunto:

“Chegou a bater?”
“Só deu uma encostadinha”
“Mas arranhou?”
“Não. Me desculpe.”
“Não tem problema. O Sr. não quer fazer o seguinte? Dobra meu espelho, que assim o Sr. consegue manobrar o seu carro”
Ele dobra me espelho. Manobra o seu carro.
Dá uma buzinadinha. E agradece:

“Pra uma mulher até que vc é muito educada. Parabéns!”

Eu tinha que agradecer de volta?

O Frentista.
Álcool na Promoção.
Posto de Gasolina no estacionamento do Hipermercado cheio. Fila.
Aproveito para arrumar uns papéis soltos na minha bolsa. Enquanto separo as notas por “Supermercado”, “Farmácia”, “Roupas” e etc…

Ouço o frentista engraçadinho, brincando com o rapaz do carro da frente.

“Álcool não tem. Só tem Martini, wisky, Vodka..”

O Rapaz responde pedindo uma 51.
O frentista canta a moça (com a ajuda do dono do carro a minha frente) que oferece o cartão do supermercado para todos que estão esperando.

Pra variar esqueço do pé na embreagem. O Carro morre.
Chega a minha vez. Mesma piada. Responda que quero a Vodka, por favor.

Ele engata a bomba de combustíveis e pede:
“_Destrava aqui pra mim.” Apontando o capô do carro, sem me pedir autorização pra mexer.
Destravo a tampa do motor.

Ele olha a água do limpador de pára-brisa, o óleo, a água do radiador, o tanque de gasolina da partida. E percebe que além de limpo, está tudo em dia e muito bem cuidado.

“_Até que tá em dia o carro da senhora”
“_Vc acha que mulher não sabe como manter um motor ?” respondo rindo.
“_A minha não sabe”
“_Ah! Mas ela não deve saber muita coisa…rs, boa noite”
Saio e ouço a menina do cartão:

“_Tome! Bicho Machista veio. Nóis mulheres samos muito espertas.”

Eu não acho.

O motorista de Carreto.
Atrasadíssima pra variar.

Sigo na minha faixa, dentro da porcaria dos 70 km de limite de velocidade.

Quando de repente uma van com dois homens sai do quinto dos infernos da faixa a esquerda com tudo na minha frente. Seta é um luxo. Os dois homens dando risada

Freio, xingo baixo e deixo passar.

Uns 100 metros à frente, a mesma van fica presa no farol atrás de um caminhão. Dessa vez ele dá seta, mas ninguém deixa passar.

Estou me aproximando e vejo que está me olhando no retrovisor e comentando/rindo com o colega do lado. Acelero o carro e não deixo ele passar. O farol fecha e paro bem ao lado deles. O motorista grita:

“_ Vai lavar louça!”

 Abro o vidro do passageiro e reparo como o nariz dele é grande…
Respondo no mesmo volume:

“_Vai fazer uma plástica!”

O farol abre e pelo retrovisor vejo o colega dele gargalhando.

O que posso fazer? A louça tava me esperando.
E ele era feio mesmo.

Deu pra entender porque até blogueira eu virei?

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