Primeira segunda-feira do ano, lá vou eu a consulta médica levar exames feitos em dezembro.
Metrô de manhã, chuva e um friozinho maledeto foram meus companheiros de jornada.

1 hora e meia para ser atendida e saio de lá apenas com uma recomendação: Emagrecer.

Tenho tendência genética a ter diabetes e apesar de não tê-la efetivamente preciso ficar atenta e principalmente controlar meu peso. Meu organismo já começou a avisar.
Que legal, já não bastasse minha neurose com o peso, agora eu tenho embasamento médico.

Engraçado, né? Você começa a ficar velha começa a dar defeito. Que nem geladeira.

Quando você vira mãe perde um monte de direitos. Direito de acordar na hora que quiser, direito de estar de mal humor, direito de usar 1 hora e meia pra se arrumar, ficar cansada, de ficar 20 minutos durante o dia sentada sem fazer nada, e agora me foi tirado o direito de usar manequim nº42.

Nem ser gordinha eu não posso.

Lembram da série 10 Kilos em 10 Post’s, meu último post foi o de nº 6 com 61  quilos em 01 de março de 2010. Tem quase  1 ano.

De lá pra cá desleixei e ganhei 3 kilos. Estou com os mesmo 64 kilos de antes das gravidezes o que pra minha estatura é considerado sobrepeso. Meu IMC atual é de 25,3 e para ter um IMC de 21,3 (ideal), preciso pesar entre 54 e 56 kilos, ou seja, perder quase 10 Kilos!!

Olha só que notícia bacana pra começar o ano.Adeus pizza todos os finais de semana, chocolates noturnos e refrigerantes.

Feliz 2011 pra você também.

#revolta
Hoje: 05 de janeiro de 2011- 64 Kilos .

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Equação já muito conhecida pelas mães:

criança acordada+silêncio= criança aprontando.

Pego a Maria Luiza misturando minha amostra grátis de creme de ameixa da Boticário (♥) com meu creme Nívea para peles extras secas(★).

“_ Maria Luuuuiza, o que você ta fazendo? O que você tem na cabeça?” Enquanto tomo os dois potes da mão dela, indignada.

Ela imediatamente passa a mão na cabeça, olha para as mãos, franze a testa e com toda a convicção que se têm aos 2 anos de idade, responde:

“_Nada mãe. Não tem nada na minha cabeça não!”

 É minha filha, mais uma vez você tem razão.

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A cada dia que passa Maria Luiza, está mais parecida comigo.
Minhas manias, meus trejeitos, minhas variações de humor e minha cara.

Justo ela que quando bebê minha sogra se orgulhava em mostra – lá ao lado da foto do pai bebê para que todos vissem como eram parecidos, agora está tão parecida comigo que assim que alguém a vê, já solta : “Ela está a cara da mãe”

Tudo bem confesso que me divirto com isso (principalmente pela minha sogra), compro para a Malu roupas e chinelos iguais aos meus, faço o mesmo penteado… É quase como voltar a brincar de boneca.

Mas, quando vi a Malu dando bronca no irmão EXATAMENTE do jeito que eu faço, tomei um susto.
A mão na cintura e o dedo apontado, o pé mais a frente e o virar de olhos para cima no final, segundo digníssimo que partilhou a cena comigo, estavam iguaiszinhos.

Refletindo um pouco, lembrei de outras coisas que ela faz como, calçar os meus (e somente os meus) sapatos, se sentar com sua cadeirinha bem em frente a minha e colocar os pés de molho junto com os meus, pedir para passar a mesma maquiagem ou pintar as unhas iguais as minhas… e por ai vai.

E minha primeira reação foi ficar sem reação.
Ter um serzinho de 2 anos e 6 meses que repete tudo que eu faço e me usa como referência com relação a comportamento, gosto para a moda e tudo mais, me deixou preocupada.
Passei a evitar falar palavrões, sempre peço “por favor” e agradeço com um “obrigado”, lavo sempre as mãos, escovo os dentes depois das refeições e bebo água com freqüência. Mas será que dar bons exemplos já é o suficiente?

Minha maior preocupação é não projetar meus sonhos, fantasia e desejos na minha filha.

Eu sei que de um modo geral, a tarefa da mãe é ajudar a filha a se desprender e ir em busca de suas próprias realizações. Mas eu sou humana.
Que jogue a primeira pedra quem nunca vislumbrou que a filha(o) tivesse a profissão que não conseguiu ter.
Minha mãe mesmo cansou de falar que eu seria médica. Coitada, que decepção! Acabei virando radialista.

Sei que não é por mal, e muitas vezes também não é prejudicial. Mas é um desafio ser TÃO resolvida quanto aos meus desejos e emoções a ponto de não projetá-los nos meus filhos.

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